domingo, 30 de setembro de 2012

Transplante Renal


O transplante renal é uma das opções de tratamento para o renal crônico e é considerada a mais completa alternativa de substituição da função renal. Por isso, ao ser diagnosticado como portador de insuficiência renal, o paciente é sempre avaliado quanto à possibilidade de transplantar um rim. Existem, entretanto, pacientes que não poderão fazer transplante, por motivos como doença cardíaca, vascular, hepática ou pulmonar avançada, ou por não desejarem.

O Brasil tem um dos programas de transplante renal de maior êxito no mundo, refletindo o investimento governamental, o interesse de centros de assistência e de pesquisa, e a solidariedade da sociedade. No Rio Grande do Sul, há uma lista unificada composta de todos os candidatos a transplante renal, que são selecionados para o transplante a cada novo doador, o que proporciona uma melhor oportunidade de se encontrar uma dupla doador-receptor de maior compatibilidade. Os critérios de seleção do receptor são compatibilidade com o doador e tempo de espera em lista. Alguns poucos pacientes, com risco iminente de morte por faltar-lhes acesso para qualquer modalidade dialítica, podem receber o benefício de serem considerados prioridade após julgamento pormenorizado por dois outros nefrologistas que não os atendem em suas unidades. Crianças recebem o benefício de um fator que lhes favorece a escolha, uma vez que têm um ganho mais notório com o transplante renal.
Para serem considerados para transplante renal, os pacientes devem antes de mais nada passar por um processo de esclarecimento a respeito desta alternativa, de suas características, benefícios e potenciais riscos. Devem a seguir ser submetidos a uma avaliação pormenorizada a respeito de sua condição clínica, incluindo avaliações cardiológica, odontológica, urológica e ginecológica (se paciente mulher).
Existem duas fontes de rins para transplante: doador vivo ou doador falecido. O doador vivo corresponde a um indivíduo que decide doar um de seus rins ao paciente, e que faz toda a avaliação para submeter-se a esta cirurgia, objetivando (1) a demonstração de compatibilidade com o receptor, (2) o menor risco cirúrgico possível, (3) a inexistência de doenças infecciosas graves passíveis de transmissão pelo enxerto, e (4) a maior segurança possível a respeito do risco de doença renal futura neste doador. O risco para o doador costuma ser muito baixo uma vez que a investigação tende a excluir pacientes com doenças que levem a maior risco peri-operatório. Já o doador falecido representa o indivíduo que, por apresentar uma condição de morte encefálica, tem seu prognóstico admitido como irreversível e que conta com a generosidade da família que concorda com a doação dos órgãos passíveis de transplante. Este indivíduo passa também por uma extensa investigação que busca reconhecer a viabilidade dos órgãos, a inexistência de doenças infecciosas que imponham risco ao receptor, e a compatibilidade na lista de espera. Ambas as alternativas produzem bons resultados.
Os pacientes transplantados devem usar medicações destinadas a evitar rejeição durante todo o tempo que forem transplantados. O abandono da medicação pode ter sérias consequências como a perda do rim transplantado e outras complicações. Outros riscos, inerentes ao indivíduo transplantado, devem ser levados em consideração, e esclarecidos previamente com seu médico.
Dados da Central de Transplantes apontam para a realização de 320 transplantes renais em 2009, sendo 85 com rins de doador vivo e 235 com rins de doadores falecidos. Mas temos ainda, na lista de espera para transplante renal, um número grande de candidatos ativos: 1687 (dados de Janeiro de 2010).
Os pacientes renais crônicos em tratamento dialítico são encaminhados para centros de transplante renal existentes no Estado, onde passam pelo processo de investigação e são mantidos com reavaliações periódicas e coletas regulares de sangue para o acompanhamento imunológico. 

Responsável: Dirceu Reis da Silva
Fonte: sgn.org.br

domingo, 16 de setembro de 2012

Novo tratamento aumenta chances de transplante de rim

Para saber se um indivíduo pode ou não receber um transplante renal, faz-se um teste imunológico e, caso o receptor tenha alta taxa de anticorpos contra o potencial doador, o transplante não é possível. Por esta razão, muitas pessoas não podem se submeter ao procedimento mesmo quando chega a sua vez na lista de espera ou quando encontram um doador na família. A elas, restava apenas esperar por tempo indeterminado e passar os dias entre sessões de diálise.














Mas uma nova alternativa, já disponível no Einstein, pode ajudar essas pessoas a se livrarem desses anticorpos e tornar possível o transplante que lhes proporcionará uma nova perspectiva de vida. Trata-se da dessensibilização, que consiste em retirar os anticorpos do plasma do indivíduo, e uma medicação – a imunoglobulina, que diminui a produção desses anticorpos.
“Poucos centros no Brasil fazem este tratamento e o Einstein se diferencia dos outros pelo laboratório de imunologia interno, que possui equipamentos bastante sofisticados, capazes de fornecer rapidamente mais informação imunológica do que os laboratórios comuns”, afirma o nefrologista e coordenador do Programa de Transplante Renal do Einstein, Dr. Álvaro Pacheco Silva Filho.

O tratamento

O paciente é internado cerca de 15 dias antes do transplante e neste período, a cada dois dias, passa por uma sessão de plasmaferese (em que uma máquina retira seu sangue e o devolve apenas com as células – sem o plasma, onde estão os anticorpos), em combinação com a imunoglobulina.
Após uma semana, iniciam-se os testes para detectar se a quantidade de anticorpos diminuiu. Quando os níveis de anticorpos do receptor desaparecem ou estão baixos o suficiente para não reagirem com as células do doador, o transplante pode ser realizado.

Lista de espera

Somente na lista de espera para transplante renal da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, entre 15 e 20% das pessoas possuem anticorpos em nível alto, que impossibilitam o transplante.
“De acordo com estudos americanos recentes, a dessensibilização dá certo em cerca de 80% desse pacientes, oferecendo muito mais sobrevida e qualidade de vida do que se tivessem que fazer diálise regularmente à espera do transplante”, explica o médico.
“E destes que receberam o transplante após este tratamento, 80% estão com o rim funcionando sem complicações, três anos após o procedimento”, afirma dr. Álvaro.

Indicações

A dessensibilização será realizada principalmente para transplante com doadores vivos, que são responsáveis por 40% das doações (os outros 60% são de doadores falecidos).
É ideal para pessoas que encontraram doadores, na família, por exemplo, mas que possuem alta taxa de anticorpos contra estes doadores, e também para aquelas que precisam realizar o transplante com urgência – como indivíduos priorizados, que não têm mais acesso no corpo para realização de diálise. “Para estes a situação é desesperadora”, conta o Dr. Álvaro.

Atendimento pelo SUS

Recentemente o Einstein fechou um convênio com o Ministério da Saúde e passará a realizar este tratamento para pessoas das filas de espera do SUS.
“Estes pacientes estavam abandonados e praticamente sem saída porque, mesmo que tivessem encontrado um doador, tinham anticorpos que impossibilitava o transplante. O Ministério se interessou pela nossa proposta porque estes pacientes ficavam órfãos, sem tratamento”, conta o médico.
“Realizamos uma média de 90 transplantes de rim por ano no Einstein, a grande maioria pelo SUS. Em 2012, nossa expectativa é realizar pelo menos 10 transplantes por meio deste tratamento”, afirma o nefrologista.

Pós-transplante

Nas primeiras duas semanas após o transplante, o paciente continua fazendo o tratamento para diminuir os anticorpos. Além disso, a medicação imunossupressora, que reduz a atividade do sistema imunológico, evitando rejeição, é aplicada em doses maiores.
No Einstein, o primeiro tratamento deste tipo aconteceu no ano passado e, neste momento, outra paciente se encontra no pós-transplante, ambas com ótima função renal.
Assista ao vídeo abaixo e confira o depoimento da paciente Viviane, que se submeteu ao primeiro tratamento deste tipo realizado no Einstein.

OUTRO RISOTO DE SUCESSO!!!

4º Risoto de gringo

A ONG Tchê! Rim, vem agradecer as pessoas e empresas que de uma ou outra forma colaboram para o sucesso do evento, agradecemos especialmente as empressas : Hare Lavanderia, Sorveteria Padre Reus, Padaria Popular e a Radio Marajá, e um agradecimento muito especial aos clubes: Interact club, Rotary Cavera e centro.

Roberto Huezo 

(Presidente ONG TCHÊ RIM)

sábado, 1 de setembro de 2012

VEM AÍ!!! 4° RISOTO DE GRINGO



Amigos estamos contando mais uma vez com vocês para colaborar com nossa causa!

Realizaremos nosso 4° RISOTO DE GRINGO

Data: 09 de setembro de 2012
Local: Salão Paroquial Igreja Matriz (Rosário do Sul)
Cozinheiros: Família Aita
Valor: R$5,00
Retirar das 11:30 as 13:30Hs

Locais de venda dos pratos: 
  • Hare Lavanderia;
  • Sorveteria Padre Reus;
  • Rádio Marajá;
  • Padaria Popular;
  • Casa paroquial;
  • Rotary Clube Caverá e Centro;
  • Membros do Interact;
  • Membros da ONG Tchê Rim.

Contamos com o seu apoio!!!
Adquira já seu prato!!!