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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Orçamento municipal ajudando a ONG


"Hoje pela manhã recebi a visita do vereador Edmundo da Rosa, apresentando para a empresa duas emendas (2012 e 2013) ao orçamento municipal beneficiando a Tchê Rim Ong (Associação Rosariense dos Doentes Renais crônicos) totalizando R$20.000,00.
Essas emendas são importantíssimas para os pacientes que necessitam de hemodiálise visto que muitas vezes o estado não cumpre com sua obrigação constitucional de prover a medicação necessária ao tratamento e a vida dos nossos pacientes doentes renais.
Então fica aí os ofícios e o registro dessa louvável ação realizada pelo vereador Edmundo que certamente trará muito benefício aos nossos pacientes".


Fonte: Jaberson Severo

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

OS AVANÇOS DA INSULINA DESDE OS PRIMÓRDIOS ATÉ OS DIAS ATUAIS.



Projeto de pesquisa para elaboração do Trabalho de Metodologia Científica – Apresentado ao curso de Farmácia – Área de Ciências da Saúde, do Centro Universitário Franciscano.


1 INTRODUÇÃO



A descoberta da insulina foi o grande marco da história do diabetes mellitus e a grande conquista de seu tratamento. A primeira insulina disponibilizada foi a regular. Na sequência, Hagedorn acrescentou a protamina á insulina, criando, assim, a insulina NPH. Na década de 1950 foi sintetizada uma insulina desprovida de protamina, denominada insulina lenta. Com o advento da biologia molecular, sintetizou-se, via DNA recombinante, a insulina humana sintética. Mais recentemente, foram disponibilizados vários tipos de análogos de insulina que permitiram o melhor controle metabólico dos pacientes. O tratamento do diabetes mellitus tipo 1, além do processo educacional, incluindo a prática regular de atividades físicas e orientações dietéticas, resume-se na substituição plena de insulina de longa e curta durações de ação, de maneira individualizada, de acordo com a experiência do médico-assistente. No diabetes mellitus tipo 1, a preferência é pelas insulinas de menor variabilidade, por meio de esquema basal/bólus ou pelas bombas de infusão contínua de insulina subcutânea com o objetivo de mimetizar a liberação fisiológica de insulinas pelas células-PIRES, 2008; CHACRA, 2008).
A insulina foi descoberta na década de 1920 e desde então vem sendo aprimorada com o passar dos tempos, no começo ela era regular, com apenas um pico de ação e duração de poucas horas, atualmente têm-se uma gama muito grande de insulinas com ação de até 36 hrs, e sem picos de ação, com duração constante.
A insulina pode ser administrada por seringa, caneta ou bomba, de acordo com preferência pessoal de cada paciente, e em várias partes do corpo, sempre aplicando com muita higiene e sabendo a dose certa a ser aplicada.
Em 2000, foi aprovada a comercialização da insulina glargina, para pacientes com diabetes mellitus tipo 1 e 2, desde então esta se tornou a insulina mais comercializada, e respectivamente mais usada pelos pacientes diabéticos em geral.
Estão em desenvolvimento estudos sobre a insulina inalável, que se bem desenvolvida será uma das maiores evoluções da área endócrina, sendo que o paciente não utilizará mais seringas para o uso da tal, por enquanto são estudos, mas em breve isso vai se tornar realidade, mesmo que a insulina desenvolvida seja de ação regular.

  1. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Em 1921, Banting e Charles Best, no laboratório do fisiologista JJR MacLeod, durante estudos em cães tentando demonstrar que a secreção exócrina pancreática poderia destruir o composto químico sintetizado pelas ilhotas de Langerhans, descobriram e isolaram a insulina. A descoberta da insulina foi o grande marco da história do diabetes mellitus e a grande conquista para o tratamento e a sobrevida dos pacientes. Em 11 de janeiro de 1922, clínicos de Toronto General Hospital prescreveram de modo injetável 15 ml de extrato pancreático a um paciente com diabetes, Leonard Thompson de 14 anos de idade em estado clínico crítico. Houve poucos efeitos sobre a glicosúria e a citonúria e o pior, evoluiu com formação de abascesso estéril no local da aplicação. Diante desse fato, o bioquímico JB Collip, purificou este extrato pancreático e em seguida foi novamente aplicado ao mesmo paciente, desta vez com resposta imediata e eficaz da glicosúria e da cetonúria. Com estes achados, pela primeira vez na história ficou demonstrado, de maneira inequívoca, a relação da secreção interna pancreática e o diabetes mellitus. Em razão destas conquistas terapêuticas, em 1923, Banting e Macleod receberam do Nobel Commitee of the Caroline Institute, o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia ( SKYLER, 1981; BLISs, 1993; KING, 2003).
Em 1926, John Jacob Abel, do Johns Hpkins Hospital (Baltimore) cristalizou a insulina, que finalmente foi reconhecida como hormônio protéico. As primeiras preparações de insulinas foram extraídas de animais. Em virtude de formulações de ações rápidas houve na época muitas queixas de pacientes e familiares por causa da necessidade de uso de múltiplas injeções diárias. A partir daí, desencadeou-se a preocupação e o interesse por parte das indústrias farmacêuticas em prolongar o tempo de ação das insulinas (MURNAGHAN, 1967)
Entre 1930 e 1940, Hagedorn na Dinamarca acrescentou à insulina uma proteína básica denominada protamina, desenvolvendo, assim, a insulina NPH. Simultaneamente, Scott e Fisher em Toronto, com a adição de de zinco á molécula de insulina, sintetizaram a Protamine-Zinc Insulin (PZI). No início da década de 1950, na Dinamarca foi lançada a insulina lenta, desprovida de protamina. Nos 20 anos seguintes, as insulinas PZI, NPH e lenta supriram o mercado mundial para o tratamento do diabetes mellitus. Contudo, na prática clínica, diferentes complicações do uso destas insulinas foram observadas, entre elas, quadros alérgicos, lipodistrofias nos locais das aplicações e, a mais importante, resistência imunológica á insulina. Em 1973, visto como grande evolução tecnológica da época foi desenvolvida e lançada no mercado uma nova preparação de insulina porcina livre de peptídeos imunogênicos, denominada insulina monocomponente (SONKSEN, 1977).
Com o advento da biologia molocular, via DNA recombinante, iniciou-se a era das insulinas biossintéticas humanas, utilizadas por muitos pacientes até os dias atuais. Por meio de injeções subcutâneas em comparação com a insulina animal, a insulina sintética apresenta farmacodinâmica e farmacocinética diferentes. A insulina humana tende a ser de absorção mais rápida e de período de ação mais curto, mas com picos de ações que ocorrem de maneira totalmente imprevisíveis. É importante citar que na prática diária, estas diferenças não são tão significativas quando a insulina humana é usada com estratégias terapêuticas adequadas (ALBERTI, 2001).
No final da década de 1990, a indústria farmacêutica Eli Lilly Company sintetizou a insulina de ação ultra-rápida denominada lispro, que quimicamente se fundamentou na inversão de posições dos aminoácidos prolina (B28) e lisina (B29) na cadeia B da insulina humana, tornando-a similar à estrutura química do Insulin-Like Growth Factor 1 (IFG-1). A importância desta inversão é que pôde acelerar a absorção por causa de formação de hexâmeros que se dissociam rapidamente. Em seguida, foi introduzida no mercado a insulina asparte que quimicamente se diferencia da insulina humana pela substituição do aminoácido prolina na posição B28 da cadeia B da insulina pelo ácido aspártico. Estes análogos de ação ultra-rápida apresentam perfis similares, tanto da farmacocinética como da farmacodinâmica. Na época do lançamento, estes análogos trouxeram grandes expectativas para os diabetologistas e clínicos pelo potencial redutor de riscos de episódios de hipoglicemias, principalmente os eventos noturnos. Comparando com estas formulações ultra-rápidas, a insulina regular, pelo fato de conter zinco em sua formulação, precipita facilmente no subcutâneo em hexâmeros de dissociação mais lenta proporcionando, assim, absorção mais tardia do que as insulinas lispro e asparte (HIRSCH, 2005; WAGSTAFF, 2004)
Em 2000, outro análogo de insulina, desta vez de ação prolongada, denominado de glargina, foi aprovado pela Food and Drugs Administration (FDA) e European Medicines Evaluation Agency (EMEA) para o uso em pacientes com diabetes tipos 1 e 2. A estrutura química da glargina difere da insulina humana em três posições de aminoácidos. Na cadeia A21, a asparagina é substituída pela glicina para aumentar a estabilidade da molécula e duas moléculas de argininas são acrescentadas na posição B31 e B32. Estas alterações mudam o ponto isoelétrico da insulina, elevando o seu pH para o mais próximo possível do neutro. Apesar disso, o pH levemente ácido promove no tecido subcutâneo a formação de micropreciptados, lentificando, assim, sua absorção para a circulação sanguínea. Além disso, para otimizar a estabilização da molécula são adicionadas pequenas quantidades de zinco que contribuem ainda mais para a lentificação de sua absorção pelos capilares sanguíneos. Em vários ensaios clínicos envolvendo pacientes com diabetes tipos 1 ou 2, comparando a glargina com insulina NPH, a glargina demonstrou início de ação mais lento, com efeito mais prlolongado, estável e picos pouco proninciados ( BOLLI e OWENS, 2000; HEINEMAN et al., 2000).
Recentemente, mais um análogo de insulina de ação prolongada, denominado detemir foi aprovado pelas agências regulatórias, FDA e EMEA. A insulina detemir é um composto solúvel em pH neutro e basicamente foi desenvolvida com o objetivo de obter valores glicêmicos mais estáveis e previsíveis. Foi sintetizada a partir da acilação do ácido mirístico na posição B29 da insulina humana, onde está posicionada a lisina, e também a remoção do aminoácido treonina da posição B30. O ácido mirístico é um ácido graxo de 14 carbonos com a função de se ligar à albumina de modo reversível, tanto no interstício como no plasma. Portanto, este processo de ‘’liga e desliga’’ da albumina proporcionada à insulina detemir uma ação previsível e prolongada ( PAVLIC-RENAR, PRASEK, 2003; HOME et al., 2004).
Aprovada em 2006 pela FDA e em seguida disponibilizada ao mercado, a insulina humana inalável de ação rápida é indicada para o uso pré-prandial em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 ou 2. Do ponto de vista farmocológico, tem pico de ação similar a dos análogos de efeito rápido e duração de atividade hipoglicemiante comparável á da insulina humana regular em uso subcutâneo ( GUNTUR e DHAND, 2007; PHAM et al., 2008).
Em resumo, nestes últimos 88 anos desde a descoberta da insulina, houve importantes avanços na insulinoterapia. Entre eles, os mais importantes foram a purificação da insulina animal, a substituição pela insulina humana sintética e, mais recentemente, a síntese de análogos de insulina de ação rápida e prolongada. Finalmente, outra importante conquista para a insulinoterapia foi o lançamento da formulação em pó da insulina humana, utilizada, utilizada de maneira inalada e absorvida pela circulação pulmonar. Todos estes avanços ao longo do tempo tiveram como objetivo proporcionar maiores facilidades ao paciente e, obviamente, melhores resultados no controle metabólico.
As seguintes recomendações quanto ao modo de de aplicar a insulina subcutânea devem ser conhecidas pela equipe de saúde e ensinadas ao paciente:
- As seringas e as agulhas descartáveis podem ser reutilizadas, desde que a agulha e a capa protetora não tenham sido contaminadas. Devem ser mantidas em geladeira, e o número de reutilizações, em geral de 7ª 8, depende de a ponta da agulha não se tornar romba, para não aumentar a dor da injeção ( BRANCHTEIN e GOMES, 2006).
- Antes de iniciar a preparação da injeção, lavam-se as mãos. O frasco de insulina deve ser rolado gentilmente entre as mãos para misturá-la, antes de aspirar o conteúdo. Em caso de combinação de dois tipos de insulina, aspirar antes a insulina de ação curta para que o frasco não se contamine com a insulina de ação intermediária ( o aspecto da insulina simples deve ser sempre cristalino) ( FUCHS, 2008).
- Antes de iniciar a aplicação da insulina, limpar a pele com algodão embebido em álcool. Introduzir a agulha de injeção subcutânea por completo, em ângulo de 90 graus. Antes de injetar, puxar o êmbolo para verificar a presença de sangue (se houver, reiniciar a aplicação em outro local) ( FUCHS, 2008).
- Mudar o local de aplicação de insulina de modo a manter uma distância mínima de 1,5 cm a cada injeção. Orientar o paciente a organizar um esquema de administração que previna reaplicação no mesmo local em menos de 15 a 20 dias; um exemplo pode ser a injeção de insulina no abdômen pela manhã e nas coxas pela noite, respeitando, em cada uma das áreas a distância mínima citada. A manutenção da mesma região anatômica para a aplicação de cada horário de injeção reduz a variabilidade farmacocinética e, desta forma, retira uma das causas de instabilidade do controle glicêmico ( FUCHS, 2008).
No diabetes tipo 1,a dose inicial é de 0,5 U/Kg/dia, podendo chegar em alguns casos, a 1 U/Kg/dia. A tendência atual é de recomendar esquemas de duas ou mais doses desde o diagnóstico, porque permitem melhor controle e flexibilidade dos hábitos de vida. A dose adequada deve ser tateada caso a caso, com ajustes de 2 a 4 U de insulina em um componente de cada vez, após a observação por 2 a 3 dias. Isso é feito para atingir-se a meta desejada. Em geral, a dose diária varia de 0,5 a 0,9 U/Kg, sendo maior durante a adolescência ou períodos de estresse agudo e melhor no período de melhora inicial ( ‘’ lua-de-mel’’) ( FUCHS, 2008).
A tabela abaixo demonstra os tipos de insulina, o início do efeito, a duração do pico e a duração total da insulina.
Tempo de ação das insulinas
Início (h)
Duração Pico (h)
Usual (h)
Insulinas de Ação Curta:
Regular ou Simples
Lispro e Aspart
Insulinas de Ação Intermediária:
NPH e Lenta
Insulinas de Ação Longa:
Glargina
GZI e Ultralenta



½ a 1
¼
1a 2

2 a 4
4 a 6


1 a 4

½ a 2

6 a 12



mínimo
  1. a 12


5 a 8
2 a 5
16 a 20


18 a 24
20 a 36


Fonte: (FUCHS, 2008)

Pesquisando entre pacientes diabéticos, constata-se que o tipo de insulina mais usada atualmente é a glargina com o rótulo LANTUS®, comercializada pelo laboratório AVENTIS, a maior procura deste tipo de insulina se completa pelo fato de que ela não tem picos de ação, agindo de 18 a 24 horas constantemente.





FONTE:
Mohamad José Bembela Ahmad

Orientadora: Jane Beatriz Limberger
Santa Maria, RS.2010

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Congelamento de sangue do cordão umbilical do bebê divide posições



De um lado, estão os defensores dos bancos privados; de outro, os dos públicos.

Foto: uspeducasaude.blogspot.com


Há cerca de 10 anos, descobriu-se que as células-tronco existentes no cordão umbilical de um bebê podem ser utilizadas para fins terapêuticos, em especial, no tratamento de doenças genéticas e do sangue, como a leucemia.
O tema divide posições: de um lado, bancos privados que oferecem o serviço e agem com propaganda agressiva, explorando as famílias no momento vulnerável do parto. De outro, defensores dos bancos públicos, como a professora da Faculdade de Farmácia e pesquisadora do Instituto de Pesquisa de Células Tronco da UFRGS, Patrícia Prank, que publicou artigo em ZH no último domingo considerando desnecessário o congelamento particular e taxando esse mercado como exploratório.
A polêmica é tamanha que chegou até a Câmara Federal, onde tramita projeto de lei do deputado Henrique Fontana (PT/RS) que quer tornar obrigatório o caráter público dos bancos de sangue de cordão umbilical e placentas. A proposta é evitar o aspecto comercial do tratamento oferecido pela rede pública. Pelo projeto, seriam barradas inclusive propagandas. Frases como "aproveite a única chance de congelar o sangue de cordão de seu filho, ele pode ter uma doença no futuro e você irá se arrepender se não o fizer"é como alguns bancos vendem a ideia.
É um convencimento oportunista — diz a coordenadora da Câmara Técnica de Hematologia do Conselho Federal de Medicina, Marta Rinaldi Müller.
Ela conta que o preço — de R$ 3 mil a R$ 5 mil — é justificado pela ideia de que o congelamento pode curar doenças, mas, na maioria das vezes, nem a mãe nem o bebê usam as células.
Presidente da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, Cármino de Souza acha que os bancos privados vendem ilusões:
O que está colocado ali é um uso potencial sem substrato científico. Somos obrigados a alertar a comunidade para que não se rasgue o dinheiro e invista em algo mais importante.
Na visão de Patrícia Pranke, há três razões principais para dizer que o congelamento privado é desnecessário: é melhor usar células frescas, há mais abundância de células-tronco na medula óssea e o sangue do cordão é pobre em células mesenquimais — aquelas que conseguem dar origem a quase todas as outras células do corpo.
Somos uma fábrica de células-tronco, e, caso falte, o SUS disponibiliza em grande quantidade — garante a pesquisadora.
Hoje, há cerca de 3 milhões de doadores cadastrados na rede pública brasileira — Brasil Cord. Quando um cidadão precisa de sangue para transplante, a rede é acionada e é feita a localização de onde há o tipo compatível.
Já prevendo um futuro conturbado para o segmento, Karolyn Sassi Ogliari, diretora de um banco privado de Porto Alegre, diz que estuda uma relação de parceria com os bancos públicos para a questão da logística, já que seu estabelecimento conta com uma boa estrutura.
O principal argumento do seu negócio é de que a sobrevida de um paciente pode ser dobrada quando recebe o sangue de um parente e que o acesso ao sangue é mais rápido. Diz ainda que o sangue do cordão é mais compatível que o da medula óssea porque tem baixa imunogenicidade (menos defesas desenvolvidas e, portanto, menor chance de rejeição).
Uma das maiores especialistas do Brasil em células-tronco, a professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) Lygia da Veiga afirma que é preciso tratar o tema de maneira equilibrada. Ela compara o congelamento a um serviço extra do seguro de saúde, cuja única limitação seria a financeira:
A chance de precisar existe, é pequena, mas pagar por isso vai depender de motivações pessoais, como nível de vida, paranoia, histórico familiar e custo que vai representar no orçamento.
Foto:dasbio.wordpress.com
 
Os bancos e a lei
Autólogo: bancos privados, para o próprio uso da criança que doa.

Públicos halogênicos: bancos públicos, nos quais é usado o sangue de cordão umbilical de pessoas desconhecidas, sem parentesco.

Familiares de doação direta: quando a mãe opta por ter outro filho para usar o sangue do cordão umbilical para um filho doente.

No Brasil não há legislação que trate do assunto. Também não há fiscalização sobre o armazenamento privado das células-tronco. Entretanto, o governo permite colher o sangue de um recém-nascido que tenha um familiar doente para o tratamento. Nestes casos, o armazenamento é feito em bancos públicos, mas o material coletado será usado necessariamente para a criança doente da família.
Fonte: zerohora.clicrbs.com.br

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Prestação de CONTAS

Prestação de contas referente a Lei de Diretrizes Orçamentárias, do primeiro semestre do ano 2012.




domingo, 30 de setembro de 2012

Recebemos este e-mail.

Dr. Ernesto Artur - Cardiologista

Quando publiquei estes conselhos em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta. São eles:
1. Não cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são prioritárias.

2. Não trabalhe aos sábados o dia inteiro e, de maneira nenhuma, trabalhe aos domingos.

3. Não permaneça no escritório à noite e não leve trabalho para casa e/ou trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer "sim"a tudo que lhe solicitarem, aprenda a dizer "não".

5. Não procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e nem aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

6. Se dê ao luxo de um café da manhã ou de uma refeição tranquila. Não aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Pratique esportes. Faça ginástica, natação, caminhe, pesque, jogue bola ou tênis.

8. Tire férias sempre que puder, você precisa disso. Lembre-se que você não é de ferro.

9. Não centralize todo o trabalho em você, não é preciso controlar e examinar tudo para ver se está dando certo... Aprenda a delegar.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, não tome logo remédios, estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Procure um médico.

11. Não tome calmantes e sedativos de todos os tipos para dormir. Apesar deles agirem rápido e serem baratos, o uso contínuo fazem mal à saúde.

12. E por último, o mais importante: permita-se a ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto não é só para crédulos e tolos sensíveis; faz bem à vida e à saúde.


IMPORTANTE:

Imagem Blog Aninha Goulart



OS ATAQUES DE CORAÇÃO
Uma nota importante sobre os ataques cardíacos.

Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo. Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes.

Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam, não se levantaram. Mas a dor no peito, pode acordá-lo de um sono profundo.

Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água. Ligue para Emergência (192, 193 ou 190) e diga ''ataque cardíaco'' e que tomou 2 Aspirinas. Sente-se numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse, pois ela fará o coração pegar no tranco; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro... NÃO SE DEITE!!!!
Fonte: Dr. Ernesto Artur - Cardiologista

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Completando 9 anos

Agradecemos a todos os amigos que enviaram mensagens pelo nosso aniversário de 9 anos no dia 01 de Agosto.


Esperamos seguir contando com vocês para mais uma ano de sucesso na prevenção da doença renal na  nossa comunidade!



sexta-feira, 15 de junho de 2012

SEXUALIDADE EM PACIENTES RENAIS




O que é sexualidade?

Muitas pessoas pensam que a sexualidade se refere somente ao ato sexual. No entanto, neste conceito estão incluídos muitos outros fatores, desde como a pessoa se sente a respeito do seu corpo, até como ela se comunica com outras pessoas e como constrói suas relações. A sexualidade envolve, inclusive, muitas outras atividades sexuais que não estão necessariamente ligadas ao ato sexual, como tocar, abraçar e beijar.

Como a doença renal pode afetar a vida sexual?

A doença renal pode causar alterações físicas e psicológicas que afetam a vida sexual.

Fisicamente, a mudança química que ocorre no corpo do doente renal afeta os hormônios, a circulação, o sistema nervoso e o nível de energia. Essas mudanças geralmente causam uma diminuição no interesse e no desempenho sexual. Muitos medicamentos, usados no tratamento da doença, podem também afetar o funcionamento sexual.

Em razão disso, geralmente, os indivíduos em hemodiálise são sexualmente menos ativos do que as pessoas saudáveis. A atividade sexual requer um nível de energia que poderá faltar ao IRC. Na mulher, o orgasmo poderá ser menos freqüente e o homem terá mais dificuldade em conseguir a ereção.

Por outro lado, o uso de certos medicamentos pode acarretar o ganho de peso, o surgimento de acne e queda de cabelo. Alguns doentes em diálise peritoneal sentem-se embaraçados com o cateter, outros se preocupam com o aumento de gordura na região abdominal, resultado da glicose contida no soro. A mulher pode sentir que a fistula, ou outras cicatrizes, a tornam menos feminina. Todas essas preocupações com a aparência afetam psicologicamente o paciente fazendo com que o ele se sinta pouco atraente e causando, conseqüentemente, uma diminuição do interesse sexual.

Os paciente renais podem também sentir alterações de humor provocadas pelo tratamento e pela medicação. Crises de irritabilidade e depressão pode afetar o relacionamento com o parceiro.

O que pode ser feito em relação a esses problemas?

O problema físico pode ser amenizado de várias maneiras. O homem que não consegue a ereção pode optar por um implante no pênis, que possibilita a ereção e, em alguns casos, pode inclusive melhorar o fluxo de sangue para o pênis. Outra opção pode ser o uso de hormônios masculinos que podem ser injetados ou tomados via oral. Médicos especialistas podem dar informações sobre as vantagens e desvantagens de cada tratamento.

As mulheres podem resolver o problema da falta de lubrificação vaginal, ocasionada pelo baixo nível de hormônios, com o uso de um lubrificante a base de água. A dificuldade em atingir o orgasmo e a falta de energia durante a relação podem ser resolvidas com a ingestão de hormônios e com o uso de medicamentos controladores da pressão arterial, respectivamente. É importante consultar o médico antes de optar pelo tratamento.

Exercícios de relaxamento ajudam a diminuir o estresse, a ansiedade os medos, que são bastante comuns em doentes crônicos. As atividades físicas regulares mantém a mente ocupada e melhoram o condicionamento e o aspecto físico do paciente.

A relação sexual é segura para pacientes renais?

Sim. Pacientes renais e seus parceiros preocupam-se pensando que a atividade sexual pode ser perigosa para pacientes em diálise ou pacientes transplantados. No entanto, nenhuma limitação precisa ser estabelecida para as relações sexuais em pacientes renais. Se a atividade sexual não causar incômodo ou tensão, não haverá danos para o paciente.

Após o transplante, é importante esperar a cicatrização do local da cirurgia. Porém, desde que o médico diga que o paciente está pronto para a atividade sexual, não há motivos para preocupação com o rim transplantado.

O medo pode fazer com que as pessoas evitem a atividade sexual desnecessariamente. Como em qualquer atividade física o paciente pode fazer sua própria avaliação, ouvir seu corpo e conversar com seu médico para decidir que tipo de atividade pode ser prejudicial a sua saúde.

Pessoas em tratamento dialítico podem ter filhos?

Geralmente as mulheres em diálise não podem engravidar, pois o tratamento altera o ciclo menstrual. Mas, algumas mulheres continuam a ter o ciclo menstrual normal e têm, portanto, a possibilidade de engravidar. No entanto, os riscos que envolvem a mãe e o índice elevado de abortos espontâneos, indicam que devem ser aconselhadas medidas de prevenção para impedir a gravidez.

Os homens em diálise mantêm a fertilidade e, se forem sexualmente ativos, há sempre a possibilidade de a companheira engravidar. Porém, se o casal estiver tentando, sem sucesso, ter um filho, é necessário procurar ajuda médica. Em alguns casos, o homem pode ter que fazer periodicamente exames de fertilidade.

É mais fácil para uma paciente transplantada engravidar do que para uma paciente em diálise?

Sim. A maioria das mulheres retoma normalmente o ciclo menstrual após o transplante e passam a ter uma saúde melhor do que uma paciente em diálise. Por isso, é mais fácil para elas engravidar. No entanto, a gravidez não é recomendada antes que se complete um ano da realização do transplante, mesmo se o rim estiver funcionando bem. Em alguns casos, a gravidez não é recomendada porque representa risco de vida para mãe ou a possibilidade de perda do rim transplantado.

Os medicamentos tomados pelas pacientes transplantadas podem afetar a gravidez?

Os medicamentos anti-rejeição não parecem causar efeitos colaterais negativos na gestação do feto. Logo após o transplante, os pacientes recebem alta dose desses medicamentos, porém desde que os medicamentos são reduzidos ao nível de manutenção, eles não parecem causa efeitos negativos no desenvolvimento do bebê.

No entanto, em longo prazo, esses efeitos ainda são desconhecidos. A paciente transplantada quer quiser engravidar deve discutir a possibilidade com seu médico.

Quais métodos anticoncepcionais são recomendados para pacientes renais?

Geralmente, mulheres que sofrem de hipertensão arterial não podem usar pílulas. Pacientes transplantadas não devem usar DIU, pois os medicamentos anti-rejeição baixam a defesa do organismo, tornando-as mais propensas a contrair uma infecção do DIU.

O diafragma e a camisinha são bons métodos anticoncepcionais, especialmente quando usados com cremes espermicidas. No entanto, é importante consultar um médico, que pode recomendar o tipo de anticoncepcional para ser usado em cada caso.

A doença renal pode afetar o desenvolvimento sexual de uma criança?

Depende da idade que a criança tenha quando ocorre a insuficiência renal. Crianças com IRC são geralmente menores que outras crianças da mesma idade e seu desenvolvimento sexual é mais lento. Crianças que fazem diálise provavelmente crescerão menos e se desenvolverão mais lentamente do que uma criança transplantada.

Se um adolescente tem IRC, seu desenvolvimento sexual pode tornar-se mais lento ou parar. As mudanças, causadas tanto pela doença quanto pelo tratamento, podem fazer com que o adolescente se sinta diferente de seus amigos. Nesses casos, os pais devem levar essas preocupações ao médico.

Pais de crianças ou adolescentes com IRC devem lutar contra o impulso de proteger seus filhos da dor do crescimento. Auto-estima, independência e identidade sexual são importantes para o adolescente. Os pais precisam conversar abertamente com seus filhos sobre as alterações físicas, emocionais e sexuais que acontecem nesse período.

Fonte: Dr. M.C. Riella
Médico Nefrologista - CRM 2370 PR
pro-renal.org.br

terça-feira, 29 de maio de 2012

Suplementos alimentares podem trazer prejuízos silenciosos à saúde



Incansáveis buscas para entrar em forma têm trazido prejuízos à saúde. Alguns frequentadores de academias optam pela suplementação para terem respostas mais efetivas. A verdade é que mesmo usando substâncias lícitas e de forte apelo popular entre as academias, os usuários podem estar progressivamente danificando os sistemas do organismo, e um dos principais prejudicados podem ser os rins.

Segundo o presidente da Sociedade Gaúcha de Nefrologia, João José Andreuchetti de Freitas, não são só os esteroides e anabolizantes que fazem mal à saúde. Há também opções menos agressivas que, usadas a longo prazo, sobrecarregam os rins.

- A creatina, base da maioria dos suplementos, dificulta o diagnóstico do mau funcionamento dos rins. A substância aumenta a creatinina presente no sangue e pode acusar um diagnóstico falso. A pessoa que toma creatina pode ter níveis elevados da substância na corrente circulatória, não por disfunção renal, e sim pelo aporte da substância - afirmou o médico.

A creatinina é eliminada pelos rins quando o sistema desempenha suas funções com efetividade. Se os níveis da substância sobem, são facilmente identificados como problemas renais. O uso da creatina pode alterar esses índices e apontar resultados equivocados, além de causar agravamento de problemas renais que o usuário possa ter.

- Quando a creatina é ingerida em alta quantidade, pode causar nefrite intersticial aguda, e ainda pode levar a doença renal mais grave. Porém essa droga não é proibida, o grande perigo é quando alguém com alguma doença hepática faz uso de um medicamento como esse, que traz as complicações mais sérias à doença - alertou Freitas.

O uso dos suplementos a base de creatina devem ser feitos com parcimônia. É importante que haja uma avaliação anterior ao uso e se mantenha o acompanhamento. Pois a substância não é uma droga que possa indicada e monitorada por um profissional de fisioterapia ou educação física, é necessário exames para descartar complicações hepáticas já existentes e manter equilibradas as demais funções do organismo.

 Presidente da Sociedade Gaúcha de Nefrologia, João José Andreuchetti de Freitas

Fonte:sgn.org.br

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Estudos de Harvard relacionam consumo diário de carne vermelha com maior risco de mortalidade e diabetes tipo 2


Estudos desenvolvidos em Harvard e publicados neste mês tem despertado interesse em função dos seus resultados que evidenciam o impacto do consumo rotineiro de carne vermelha. O risco de morte prematura relacionada com este consumo foi evidenciado pelo aumento nos percentuais de mortalidade total e também nas mortes decorrentes de doenças cardiovasculares e câncer.

Dados referentes aos  hábitos alimentares de cerca de 37 mil homens e de mais de 83 mil mulheres, acompanhados por 22 anos e 28 anos respectivamente, serviram de base para as correlações encontradas. O consumo diário de carne vermelha aumentou o risco de morte em 13% em relação aos indivíduos que não a consumiam todos os dias. Este efeito foi especialmente encontrado quando o consumo se referia a carnes processadas, como embutidos, aumentando o risco de morte precoce para 20%. Esta diferença de 13 para 20% pode ser explicada pelos outros ingredientes destes produtos processados como sódio e nitritos, já classicamente associados a doenças cardiovasculares e câncer.




O grupo de pesquisadores observou redução no risco para mortalidade quando nozes (19% menos risco), grãos integrais e aves (14%) e peixe (7%) eram as escolhidas em substituição à carne.





Outra conclusão importante foi a observação de que a redução de meia porção de carne no consumo diário evitaria 7 a 9% das mortes.

Outro estudo publicado pelo mesmo grupo, ainda relacionado ao consumo diário de carne vermelha, sugeriu que o consumo de carne vermelha, particularmente a processada, estava associado a um risco aumentado para o desenvolvimento do Diabetes tipo 2.

Estes resultados evidenciam uma vez que  um dos princípios básicos da nutrição deve ser seguido, o princípio da variedade, o rodízio entre os alimentos, evitando concentração de um mesmo alimento na rotina diária.





Por Dra Anelena Seyffarth



quinta-feira, 22 de março de 2012

Direitos dos pacientes renais crônicos

Conheça as respostas às dúvidas mais comuns sobre este assunto.
 
Tema que desperta muito interesse entre os pacientes renais crônicos, os benefícios concedidos pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) têm por objetivo assegurar direitos relativos à saúde, previdência e assistência social.

A advogada Leonora dos Reis Oliveira esclarece algumas dúvidas comuns a respeito desse assunto e destaca: “É importante que todas as pessoas zelem pelos seus direitos. Busque informações com advogados e assistentes sociais. Esses profissionais estão aí para ajudá-los a encontrar a solução de seus problemas”. Confira:


1. Quais são os principais direitos dos pacientes renais crônicos?
No que tange aos direitos dos pacientes renais crônicos, para que esses possam pleitear algum benefício junto ao INSS - como auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez - é necessário ter contribuído para a Previdência Social. A Lei exige um tempo mínimo de contribuição (carência) de um ano.

No entanto, no caso de pacientes renais, a Lei abre uma exceção. Caso o beneficiário seja acometido pela doença no decorrer da contribuição terá direito ao benefício, pois a nefropatia grave está no rol de doenças que não exigem o tempo de contribuição mínimo.

Assim, após o diagnóstico, é necessário que a pessoa se dirija até uma agência da Previdência Social mais próxima e agende suaperícia, munida de atestados médicos, para então após o exame ter direito ao benefício pleiteado.

Para as pessoas que não têm nenhuma contribuição ao INSS e são reconhecidas como pessoas idosas, deficientes físicas ou mentais e que a família não pode ajudar financeiramente, a Lei garante direito ao benefício assistencial (LOAS), no valor de um salário mínimo, desde que comprovados os requisitos.


2. Caso algum desses direitos não seja cumprido, de que forma a pessoa deve proceder?
De fato, muitas vezes ocorre de o INSS negar o benefício ao segurado quando esse se encontrava doente, alegando que não existe incapacidade laborativa. No entanto, nessas situações, a pessoa pode entrar com ação judicial para solucionar o caso. 

É feita novamente uma perícia, só que dessa vez o médico é nomeado pelo juiz, que deve ser imparcial, ou seja, deve estar realmente à parte dos problemas de saúde que incapacitam a pessoa ao trabalho. Sendo favorável o laudo ao paciente, o juiz manda o INSS pagar o benefício que lhe é de direito.


3. A título de exemplo, a senhora pode citar um caso de ação judicial que resultou num benefício para o paciente?
Sim, trabalhei no caso de uma paciente de Balneário Camboriú, no qual o benefício havia sido negado pelo INSS sob o argumento de, como ela ainda não estava em hemodiálise, não foi constatada sua incapacidade para o trabalho. 

Ingressei com a ação judicial alegando que, embora a paciente não estivesse em hemodiálise, os sintomas da doença eramevidentes e persistentes, explicando ao juiz que a paciente, em razão da doença, estava sofrendo uma série de limitações físicas, sociais e emocionais. Sua qualidade de vida estava comprometida, trazendo-lhe importantes limitações físicas, psicológicas e sociais.

Com essas alegações e com a efetiva perícia médica, tivemos êxito no processo, sendo reconhecida sua incapacidade para o trabalho. Por isso, é muito importante que todas as pessoas zelem pelos seus direitos. Busque informações com advogados e assistentes sociais. Esses profissionais estão aí para ajudá-los e encontrar a solução de seus problemas.


quinta-feira, 15 de março de 2012

Saiba como conseguir remédios de graça para diabetes e hipertensão


Medicamentos podem ser encontrados em farmácias populares do governo.
Há disponíveis 5 tipos de remédios para diabetes e 6 para hipertensão.


A hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira e a diabetes atinge 6,3% dos adultos, de acordo com o estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2010.
O programa ‘Saúde não tem Preço’, lançado em fevereiro de 2011, oferece remédios para as duas doenças gratuitamente para a população. Atualmente, estão disponíveis cinco tipos de medicamentos para diabetes e seis tipos para hipertensão.

Esses medicamentos podem ser encontrados nas farmácias populares do governo ou nas farmácias privadas credenciadas do programa. Para identificá-las, basta observar na frente ou dentro dos estabelecimentos o cartaz "Aqui tem farmácia Popular". Atualmente, são 20.316 farmácias e drogarias credenciadas, um crescimento de 38,7% após o primeiro ano do programa.

No programa desta quinta-feira (9), a pediatra Ana Escobar explicou quais os sintomas e como tratar a diabetes e a hipertensão. As duas doenças podem causar a morte, mas têm controle e por isso é importante tomar o remédio diariamente.
No caso da diabetes, uma doença que aumenta a quantidade de glicose no sangue, as células do corpo ficam ainda mais ávidas por doce já que não recebem esse alimento, que fica concentrado nos vasos. A glicose é o único alimento que faz os neurônios funcionarem. Há três tipos da doença:

Diabetes tipo 1: acontece quando o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. A doença surge mais na infância e na adolescência e o doente precisa aplicar injeções diárias de insulina. Não se sabe ao certo como a pessoa desenvolve a doença: algumas nascem com predisposição, mas outras, com os mesmos genes, não têm diabetes.

Diabetes tipo 2: nesse caso, as células musculares e adiposas são resistentes à ação da insulina, ou seja, a pessoa precisa de uma quantidade muito grande de insulina para colocar a glicose dentro das células.

Diabetes gestacional: só aparece durante a gestação e desaparece logo após o nascimento do bebê. Os bebês de mães diabéticas nascem gordos porque recebem muita glicose do sangue materno, que está em excesso. Quando o bebê nasce, o pâncreas dele produz uma quantidade grande de insulina porque ele espera receber muita glicose, como estava acostumado dentro do útero. Porém, logo que nascem, não recebem essa glicose. Por isso é comum os bebês filhos de mães diabéticas terem hipoglicemia (nível de glicose no sangue abaixo do normal) nas primeiras horas de vida. Nestes casos, os bebês devem ser monitorados e, se necessário, receber um pouco de soro glicosado. 
A hipertensão é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. As graves conseqüências da pressão alta podem ser evitadas, desde que os hipertensos façam o tratamento com adequado controle da pressão.  Veja abaixo algumas dicas para quem tem hipertensão:

- Meça a pressão
- Pratique atividades físicas
- Mantenha o peso ideal e evite a obesidade
- Adote uma alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes
- Reduza o consumo de álcool. Se possível, não beba
- Não fume
- Nunca pare o tratamento
- Evite o estresse

De acordo com o Ministério da Saúde, houve uma queda no número de internações no SUS de pacientes com diabetes e com hipertensão depois que o governo passou a distribuir gratuitamente remédios para estas duas doenças através do programa Saúde Não Tem Preço.

Em um ano do programa Saúde Não Tem Preço, o número de brasileiros beneficiados com medicamentos gratuitos para o tratamento de diabetes e hipertensão mais que triplicou. Foram atendidas mais de 7,8 milhões de pessoas nas farmácias e drogarias privadas credenciadas do país.

Veja como pegar remédios para diabetes e hipertensão:
- Procure farmácias e drogarias privadas credenciadas ou a rede de Farmácia Popular e apresente o CPF próprio, receita médica válida e documento com foto
- A receita deverá ser prescrita por um médico, que pode ser particular ou do SUS. A validade das receitas varia da seguinte forma: anticoncepcionais valem 1 ano; demais medicamentos e fraldas geriátricas valem 120 dias
- No caso de menores de idade, o CPF dos pais é aceito, até que ele providencie um próprio. Há um limite de remédios por CPF
- A farmácia tira uma cópia da receita e a devolve ao paciente
- A farmácia emite duas vias para a pessoa assinar. Uma delas fica com o cliente e a outra permanece com a farmácia
- Para os analfabetos, será aceita a digital
- As farmácias e drogarias que se negarem a entregar os remédios sofrerão as penalidades previstas na própria Portaria, podendo inclusive ser descredenciadas do programa. Basta denunciar no telefone da Ouvidoria: 0800 61 1997 
O site para ver as farmácias credenciadas, os endereços e telefones é www.saude.gov.br/medicamentos. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Os perigos da carambola




Carambola, uma fruta tropical que é uma delícia! Mas um estudo da USP alerta: ela é um veneno para quem sofre dos rins!
Na Europa, ela é chique: está presente nos pratos dos melhores restaurantes. No Brasil, cresce de norte a sul. O clima tropical ajuda a dar frutos grandes e bonitos.
Um produtor no interior de São Paulo tem mil pés na fazenda e colhe 300 toneladas de carambolas por ano. O consumo cresce em mordidas, sucos e até doces. Mas pesquisadores da USP, de Ribeirão Preto, acabam de identificar na carambola uma toxina mortal para quem tem insuficiência renal.
A descoberta foi feita pelo doutor Miguel Moisés. Ele percebeu que pacientes do Hospital das Clínicas passaram mal, logo depois de comer carambola.
"Eu tinha ingerido três unidades da fruta e depois de mais ou menos uns quarenta minutos, começou uma crise de soluços acompanhada de vômitos", lembra o instrutor de autoescola Adilson Ortolan.
Outros sete pacientes tiveram intoxicação mais forte e morreram. No Departamento de Bioquímica a toxina foi isolada. "E uma pessoa, por exemplo, que tem uma lesão renal, e esse processo de filtração do rim foi eliminado. O que acontece? Ele come a toxina, ela é digerida, passa pelo sangue e não é eliminada. Começa então a ser distribuída e atinge o sistema nervoso central, provocando convulsão, levando a um processo que nós chamamos de mal epilético, que acaba levando à morte", explica o professor da Faculdade de Medicina da USP Joaquim Coutinho.
"Soluços que não param o tempo todo. Então, esta é uma pista que o médico pode ter e se o paciente chegar com este sintoma e apresentar um quadro neurológico grave, como convulsão ou coma, ele pode ser tratado adequadamente e a tempo, com hemodiálise", ensina Miguel Moyses, professor da Faculdade de Medicina da USP.
Para todas as outras pessoas, a carambola faz bem: é rica em vitaminas e é um ótimo antioxidante, que combate o envelhecimento precoce, além de ser uma delícia. "É muito bom! Recomendo para todas as pessoas que não têm insuficiência renal. Podem comer a fruta sem problema nenhum", tranquiliza Joaquim Coutinho.




Nativa da Ásia, a carambola chegou ao Brasil há pelo menos dois séculos.